História

Em meados de 1700 uma grande casa foi construída para abrigar a sede da fazenda “São José da Alagoinha da Gávea”, cujas extensões iam da Gávea até Jacarepaguá e Tijuca. Estas terras eram conhecidas na época como Morgadio da Asseca, devido ao título de seu proprietário, Visconde de Asseca.

Anos mais tarde a propriedade, já desmembrada, foi adquirida por Ferreira Viana, Conselheiro Imperial e Ministro da Justiça do II Império. A casa, transformada em lugar de repouso e veraneio, acolheu hóspedes ilustres, como o próprio Imperador D. Pedro II que, pessoalmente, plantou cinco das seis imponentes palmeiras imperiais que hoje guardam a casa. São filhas dos primeiros exemplares vindos da África e as primeiras nascidas no Brasil; sua imponência são o testemunho de um glorioso momento da memória do nosso país: na atual biblioteca, o conselheiro Ferreira Viana redigiu a Lei Áurea , responsável pela abolição da escravidão.

Em 1932 a casa passou às mãos do italiano Comendador Osvaldo Riso. Nascido em Roma, estudante brilhante e premiado – foi chamado em 1906, com apenas 29 anos para o cargo de Diretor Geral e Serviços de Relações Internacionais do “Banca D’ Italia” – tornou-se, logo na sua primeira visita ao país, um entusiasta no compromisso com o desenvolvimento cultural do país e da intensificação das relações comerciais entre Brasil e Itália.

Quando por aqui se instala definitivamente, em 1927, é já um grande incentivador dos valores artísticos brasileiros; propulsor do movimento pela criação da Orquestra Sinfônica Brasileira, Presidente da Juventude Musical Brasileira, e fazendo com que a sua casa se tornasse parte obrigatória do calendário cultural da cidade do Rio de Janeiro, promovendo saraus, concertos, exposições, enfim, um ponto de encontro entre jovens talentos e artistas internacionalmente consagrados.

Na década de 80, após quinze anos de estabelecimento na Itália, Cesarina Riso, primogênita do casamento do comendador italiano Oswaldo Riso, retorna ao Brasil e começa seu trabalho de reestruturação e adaptação da antiga mansão. Seu empreendimento é inédito: baseado nas “ville” italianas queria, apostando no potencial turístico e comercial da cidade do Rio de Janeiro, fazer um sofisticado centro cultural e casa de reuniões sociais com qualidade de serviços nunca até então imaginado.

E assim formou-se a Villa Riso. Uma casa de festas e espaço para eventos, que conta um pouco da história do Rio de Janeiro, história do passado e do presente.

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